#music box#

Outubro 25, 2016 § Deixe um comentário

a um (com)passo de ti, finjo uma (semi) colcheia de distância, até que num frenesim, me soltas da tua pauta, cansado dos meus acordes…

 

[Nouvelle vague, dance we me]

#after you#

Setembro 23, 2016 § Deixe um comentário

“i obviously do everything to be ‘hard to understand’ myself”

F. Nietzsche

pode ser apenas uma leve aspiração. pode até ser uma pré-obsessão. pode causar estranhos sintomas, quiçá no coração. mas nunca irá ser, nem por sombras, algo a rasurar, por falta de compreensão.

escrever é afinal uma cura, um antídoto para a vida, que não tenho dúvidas de tratar-se de um veneno. escrever é uma catarse, um mergulho consciente, em algo maior que o físico, que transcende o limite dos nossos dias, é algo maior que os outros, que teimam em não perceber, que escrever não é uma escolha, é uma necessidade de expulsar o que nos corre nas veias, o que nos faz ser quem somos. discípulos do que nos corrói, fugitivos do que nos cinge, aspirantes do amanhã.

escrever é sonhar, afinal. e isso ninguém me vai tirar.

#believe#

Janeiro 8, 2016 § Deixe um comentário

Acreditar. Em quê? Em quem? Porquê? Devemos acreditar? Incondicionalmente? Sempre? Nunca? Porque necessitamos de acreditar em alguma coisa, em alguém? Porque mantemos sempre a esperança de que estamos errados, que não é possível o mundo ser repleto de tanta revolta, tanto cinismo, tanta dissimulação! Porque abdicamos de nós para (voltar a) confiar nos outros? Porque permitimos que nos derrubem sem que nada façamos? Será que ainda há lugar no mundo para pessoas honestas, íntegras, reais, humanas? Haverá ainda lugar para amizades, conversas sinceras, palavras sentidas, emoções verdadeiras? (Apesar de tudo ainda ) quero acreditar nisso… Senão como classificaria o mundo onde vivo no dicionário?

#reset#

Julho 19, 2015 § 1 Comentário

costas viradas. um fio de amuo entre nós.

palavras divergentes, que ferem.

uma dor que corrói a alma, em segundos.

a incerteza de um futuro a dois.

o direito de partir, a vontade soberana

de ficar.

porque afinal o que vem, faz-me sorrir.

vem, vem comigo descobrir o que

diz o meu coração.

faz-me sentir que vale a pena,

deixa-me voar nos teus braços,

deixa-me acreditar que o amor é

algodão doce e fantasia.

#more than ordinary#

Junho 2, 2015 § Deixe um comentário

ser maior. é esticar os pés para alcançar um sonho. é enrolar o corpo em concha para nos sentirmos seguros. é abrir a mão de olhos fechados em troca de um doce. é abrir os olhos de espanto quando nos pregam um susto. é andar pé ante pé até descobrir uma surpresa. é erguer os braços para sentir o vento. é dobrar um papel, escrito, com um segredo. é sussurar ao ouvido, aquilo que de tão belo e frágil que é, se pode quebrar ao falar. ser maior. é ser mais do que o dia e que a noite. é ser mais que o que há para fazer. é ser maior que a preguiça. que o medo. que o vazio. que o cansaço. ser maior. é abanar a vida como a gelatina.

#the rush#

Maio 31, 2015 § Deixe um comentário

estar aqui, inteira
apenas aqui, num só lugar.
manter-me firme e segura, sem inventar.
poder sentir tudo, sem disfarçar.
sem em mais nada pensar.
conseguir ser, estar e cantar.
apenas aqui, a desfrutar.
dos momentos, devagar…
um de cada vez, deixo andar.
qual a pressa afinal?
mais vale um na mão, que dois a voar.
não vale a pena adivinhar,
prever ou ansiar!
que o que vivemos agora é que conta…
e nos faz querer esperar.

M.V.

[Zero]

Janeiro 3, 2014 § 1 Comentário

zero quilómetros. zero defeitos. zero avarias.

uma página em branco.

uma música de fundo.

uma vontade de estrear.

um sentimento de culpa que faz querer mudar.

quem sou eu?

 

  • Virginia Woolf

  • José Saramago

  • Florbela Espanca

  • Haruki Murakami

  • Fernando Pessoa